Você é um Sistema Vivo, não abra mão disso!

Nosso corpo, nossas atitudes, nossas emoções, são interdependentes e precisam funcionar em sintonia. Se não estiverem em sintonia adoecem.

O sistema externo em que vivemos (meio em que vivemos) com todos os seus problemas e beleza, também é composto de subsistemas interdependentes e se não estiverem em concordância, ou seja, se não estiverem em sinergia, tornam-se doentes.

É preciso estar coerente dentro de nosso sistema individual (costumo dizer que cada pessoa é um mundo inteiro) e estar coerente em nosso ambiente, com toda a sua complexidade, forma de funcionar e consequências a partir desse funcionamento.

Imagine um sistema dentro de outro e vários sistemas dentro de outros. E sistemas se relacionando com sistemas.

A forma de nos relacionarmos com o nosso sistema e com o de cada pessoa que se relaciona conosco pode ser uma forma harmônica e saudável ou de intenso stress e destruição.

As profissões não são mais as mesmas, as empresas precisam se adequar às pessoas, os sistemas financeiros e políticos estão se perdendo.

E devemos nos perguntar: Quem são aqueles que irão sustentar os próximos passos de desenvolvimento e evolução dos novos sistemas (sejam eles individuais ou institucionais)?

Pessoas. São as pessoas que irão, a partir de suas individualidades, dentro de um novo sistema. Porque os sistemas institucionais são nada sem as pessoas. Nada!

Muitas pessoas estão sem estrutura e sem rumo. Algumas procurando se reconstruírem a partir de marcas, crenças, valores aprendidos, para se reencontrarem consigo mesmas (isso é fantástico). Mas isso é para aquelas que percebem que algo está fora de lugar. Se nem se perceberem, como entenderão esse movimento?

Infelizmente, muitas vezes essa busca é uma busca de afirmação em coisas que nem a própria pessoa acredita, é incrível a insistência e permanência nisso. Esse tipo de atitude só promove dor, confusão, o não posicionamento sobre si e a própria vida.

Precisamos estar coerentes com aquilo que vem do nosso sistema interno, que muitas vezes é caótico.

Precisamos nos deparar que o caótico pode ser muito bom e muito além disso, ele pode ser normal. Ele faz parte da nossa busca.

Muitas vezes precisamos de auxílio para nos encontrarmos e caminharmos em harmonia, e isso também é normal. Isso é mostrar-se não onipotente, mas sim parte de um todo.

Para fazer um paralelo:

Um exemplo: o sistema de uma empresa tende a ser organizado, estruturado (mesmo que caótico) e tende a buscar resultados.

E quem se adapta a isso?

Aquele que vê coerência em estar dentro e tira algum tipo de proveito disso. Seja proveito financeiro, poder, prazer, reconhecimento, status, etc. Até mesmo o sofrimento pode ser recompensa para alguns.

Somos um Sistema Vivo. Que pode e deve buscar coerência, entre nossos próprios valores e ações, com os valores e ações dos sistemas macros da sociedade. Não perca a chance de se sentir único e ao mesmo tempo dentro de uma esfera que lhe faz sentido.

O problema é quando não há coerência entre o sistema de um lugar (ou instituição) com o sistema interno da nossa vida.

Com isso vem um adoecimento e que muitas vezes é silencioso. A pessoa adoece sendo que muitas vezes nem consegue perceber que não está saudável e ao mesmo tempo não consegue ver outro caminho.

As próprias empresas e as instituições em geral estão precisando rever suas formas de encarar a economia, as formas das relações com seus funcionários e as relações com o ambiente.

Como muitas outras vezes na história, estamos passando por um momento de mudanças profundas, porém com uma velocidade e exposição sem precedentes.

Precisamos sempre lembrar que o todo parte de cada um.

Devemos cuidar do nosso próprio funcionamento e ao mesmo tempo das relações com os outros e com o nosso meio, com muito respeito e responsabilidade.

Isso serve para, desde as grandes instituições, até as pequenas empresas. E, para o que mais importa, para cada pessoa individualmente.

A base de tudo são as pessoas, em toda a sua complexidade e simplicidade do ser, como sujeito da sua própria existência.

É isso que temos e com isso que precisamos nos carregar e nos recarregar no decorrer da nossa preciosa vida.