E por falar em sair da Crise…

Continuando nossa conversa…

Falamos sobre o “Ser brincante”  como uma forma natural de desenvolver nosso trabalho e sobre o “C.H.A.”  como uma das possibilidades de estrutura para pensarmos sobre quais recursos podemos usar para nos ajudar a compor a condução de nossa vida no campo profissional. Vamos agregar um pouco mais sobre nossos recursos.

Conhecer esses recursos, explorar esses recursos e praticar esses recursos, nos dá uma base importante para que em todos os momentos, inclusive nos momentos de maior dificuldade, tenhamos condições internas de nos sustentar emocionalmente, enquanto a dinâmica da vida continua acontecendo.

Vamos falar um pouco sobre como conhecer esses recursos. Há várias maneiras! Objetivamente e de forma bem simples, podemos citar: desde a observação, a escuta ativa, a plena atenção, o uso de ferramentas de levantamento de perfil pessoal e/ou de perfil profissional, o levantamento de atividades e caminhos (carreiras e profissões), até a própria psicanálise. Importante dizer que esses recursos vão desde as questões mais elaboradas sobre cada pessoa, relacionadas à sua estrutura familiar, cultural, espiritualidade, etc. e é também muito importante lembrar que a estrutura psíquica passa por todos os aspectos da vida das pessoas.

Um exemplo de como podemos explorar esses recursos é utilizando a identificação de quais características temos e/ou precisamos desenvolver em relação ao C.H.A. para alcançar nossos objetivos. A partir de uma certa exploração de dados podemos e devemos começar a colocar em prática algumas ações importantes.

O praticar esses recursos só pode existir a partir de uma predisposição para mudanças (mesmo que essa mudança seja a de começar a olhar para esses temas). Partindo do princípio que exista essa predisposição vamos organizar como praticar:

1) Favoreça a expressão de seus conhecimentos, sejam eles acadêmicos ou adquiridos através de vivência pessoal ou profissional

Chave: Favoreça seus conhecimentos

2) Reconheça as suas habilidades e a partir daí procure cenários que possibilitem colocá-las em prática

Chave: Reconheça suas habilidades e cenários

3) Expresse em atitudes aquilo que você já pensa e diz em relação à busca por caminhos

Chave: Coerência entre discurso e atitude

Quando começamos a reunir o “Ser brincante” com a estrutura de nossos “conhecimentos, habilidades e atitudes” alinhando esses recursos aos nossos recursos internos/emocionais, começamos a perceber e vivenciar que independentemente do cenário (socioeconômico e financeiro) os recursos que temos disponíveis estão mais à nossa disposição e trabalhando mais a nosso favor do que imaginávamos. Independentemente das intempéries do tempo e temperatura externa (de crise ou sem ela) passamos a nos dirigir em um outro nível de consciência em direção ao encontro dos nossos objetivos.

Se você percebe que precisa de mais ferramentas para se sentir apto a lidar com os recursos, internos e externos, você pode já estar em um processo de transformação. Não desista desse processo! Use o fato de já estar em um próximo nível. Considere esse início e possibilidade de transformação como um ganho. Considerar esse ganho facilita a construção de planos.

E por falar em planos. Plano A, B ou C? A reposta é: muitos, vários, tantos quantos necessários. Vamos considerar o próximo passo a escolha sobre qual poderá ser. Mas lembre-se: sempre, leve em consideração e valorize todo o conhecimento que você tem. Especialmente sobre você mesmo.

Para dar outros passos, procure o recurso que melhor lhe convier. Seja qual for a forma que você preferir, faça! A forma só precisa fazer sentido para você! Use seus recursos e construa seu estilo e caminho!